segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Treze tendências de marketing para 2013
Não é só
uma revolução tecnológica que se desenrola diante de nossos olhos dia após dia.
Mais do que notar que o que era teclado+mouse+interface gráfica passou a ser
toque+voz+gesto, o fundamental é perceber a mudança de cultura, de interação
com o mundo.
Tendo isso em mente, que afeta substancialmente o comportamento do
consumidor frente à informação e ao posicionamento de empresas e marcas, dá
para inferir algumas tendências para o novo ano que se aproxima.
1) Customização. A comoditização de marcas e produtos já está
levando os consumidores a ansiar por exclusividade e personalização (daí o
sucesso do Pinterest, por exemplo, já que cada um cria seu próprio painel de
preferências). As marcas passarão a investir mais em autenticidade e
experiências individuais e sob medida, permitindo que as pessoas efetivamente
controlem o que querem fazer ou comprar. A chance de customização passará a ser
um diferencial para produtos e serviços.
2) Integração entre
redes sociais e bancos de dados. Quem é o seu cliente? Onde ele compra, o que
ele compra, a que horas, sozinho ou com amigos, de que outras coisas ele gosta,
que tipo de comentário ele costuma postar nas redes sociais sobre os produtos
que adquire, que tipo de produto ele gostaria de comprar… inúmeras questões
cujas respostas estão soltas em diversos canais e pontos de contato e que
precisam ser “amarradas”. Ao sincronizar as atividades nas mídias sociais com
os bancos de dados dos clientes, dá para tirar informações comportamentais e
elaborar mensagens e ações mais dirigidas. Aprimorar a personalização desses
conteúdos pode levar efetivamente o consumidor a uma ação desejada e um
relacionamento mais significativo e duradouro com as marcas.
3) Conteúdo sob demanda. Na esteira da customização, crescerá a
expectativa por ações que vão ao encontro das preferências de cada consumidor
individualmente. Isso inclui propor conteúdos específicos de acordo com o
interesse de cada consumidor, “lendo” as suas várias facetas. Um exemplo é o
que já faz o Zite, espécie de revista eletrônica que, com base no que você
posta no Twitter ou Facebook, sugere leituras (artigos) de interesse. Ou o que
faz a Amazon, capaz não só de te reconhecer como um visitante de retorno mas de
indicar outras leituras com base em suas compras anteriores. Esse marketing
absolutamente individualizado é muito mais eficiente.
4) Curadoria de conteúdo. Mesmo com esse marketing “inteligente”, a
quantidade de informações às quais somos submetidos todos os dias é
exorbitante. Oferecer serviços de curadoria sob medida é um nicho ainda pouco
explorado.
5) Imagens. O conteúdo será cada vez mais visual. Menos
texto, mais imagens. Fotos, vídeos e infográficos serão cada vez mais
importantes para compartilhar nossa visão de mundo, pois são de fácil e rápido
consumo. O sucesso do Pinterest (uma grande colagem das suas fotos preferidas
sobre os mais variados temas) e do Instagram (que permite aplicar efeitos
interessantes em suas fotos) durante 2012 é uma prova. Modificações
introduzidas este ano pelo Facebook e pelo Twitter, abrindo a possibilidade de
utilizar imagens no perfil do usuário, e a integração entre os diversos
aplicativos e plataformas, permitindo o compartilhamento das fotos que você
quiser, dão impulso adicional à tendência.
6) Compartilhamento. Cada vez mais, experiências de vida só vão
parecer relevantes e memoráveis se compartilhadas com o maior número possível
de pessoas. Crescerão as ferramentas que permitem que você integre todos os
aplicativos que utiliza e associe conteúdos em diferentes websites.
7) Recursos de voz. A expectativa por informação imediata,
personalizada e em qualquer lugar estimulará a expansão de “assistentes de voz”
como o Siri, capazes de nos dar indicações em tempo real.
8 ) Telas mobile. Para
esse compartilhamento, pessoas e empresas devem considerar que equipamentos
mobile são cada vez mais comuns. Smartphones e tablets terão uso cada vez maior
e websites que não estiverem programados para isso serão mal vistos. (Acrescento, graças ao comentário do
leitor Rodolpho Arruda no Facebook, que a preparação de websites para serem
vistos com facilidade em qualquer tipo de tela chama-se responsive web design).
Segundo levantamento do banco Morgan Stanley, de apenas um ano para cá o número
de smartphones no mundo deu um salto de 42%, chegando a 1,1 bilhão. Apesar do
estrondoso crescimento, os smartphones ainda representam apenas 17% do total de
5 bilhões de celulares em uso no mundo.
9) A qualquer tempo e em
qualquer lugar. Foi no
quarto trimestre de 2010 que o número de smartphones e tablets no mundo
ultrapassou o de PCs – e aí que se viu o início de uma mudança de cultura, a
exemplo do que aconteceu em 2002, quando o número de celulares suplantou o de
telefones fixos. Como decorrência do boom mobile, o nível de exigência das
pessoas por informações em tempo real na sua telinha portátil tende a aumentar,
e os profissionais de marketing podem pensar em ações para atender essa
demanda. Para se ter uma ideia, o número de adultos com tablets nos Estados
Unidos pulou de 2% em 2009 para 29% em 2012, segundo o Pew Research Center.
Outra prova cabal: neste Natal, o maior desejo de quase metade (48%) das
crianças de 6 a 12 anos nos Estados Unidos é um iPad, à frente até do videogame
Wii (39%). Em terceiro, supresa! O iPad mini (36%). Ou seja, até as crianças
estão totalmente plugadas. Os números são da Nielsen.
10) SEO = conteúdo +
compartilhamento. Foi-se o
tempo em que o importante era usar estratagemas e palavras-chave para que os
algoritmos das ferramentas de busca “enxergassem” melhor a marca. Agora, o que
dá realmente resultado é conteúdo relevante, que as pessoas compartilhem e para
os quais gerem links. Search Engine Optimization (SEO), mídias sociais e
conteúdo não são mais canais separados ou práticas segmentadas.
11) Mídias sociais como mainstream. Basta parar um minuto e pensar: como fico
sabendo das coisas e busco informação hoje em dia? A resposta pode passar por
jornais online, blogs que compilam fatos e opiniões e até por noticiários na
TV. Mas com certeza incluem o Facebook, o Twitter ou o LinkedIn, por uma
simples razão: as mídias sociais já viraram mainstream, ou sejam, competem de
igual para igual na geração e compartilhamento de conteúdos.
12) Crowdsourcing para produção de conteúdo. Envolver os clientes em ações para
desenvolvimento ou melhoria de produtos é prática já popular. Mas a partir de
2013 vai se tornar mais relevante fazer isso, pois a demanda dos consumidores
por participação aumentou.
13) Online X offline? Esqueça. As pessoas não percebem mais essa
separação. Vão em busca de uma experiência autêntica, preparada para elas
individualmente, que transite em um mundo só, sem fronteiras entre online e
offline.
FONTE: EXAME.COM
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
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